Vou imaginar-me contigo. Como tu fosses meu e eu fosse tua. Como à uns belos anos atrás. E que agora estás a umas horas de distancia, a uns muitos quilómetros, longe de mim. Vou imaginar que vais com um objectivo, como tantos homens em guerra vão. Que voltas... sempre tarde, umas quantas folhas e de vários meses rasgados do calendário da minha cozinha, mas voltas. Vou imaginar-me, mais uma vez, no aeroporto, sempre 2/3 horas antes do teu avião aterrar. Para ter a certeza que estou ali de felicidade no rosto, mar nos olhos, braços ao ar para te receber da melhor maneira. Porque vou esperar por ti, sempre.
