Depois da saudade, vem as lágrimas. Depois das lágrimas, vem o desespero. Depois do desespero, vem o desgosto. E depois de toda a tristeza instalada e dada, vem as lembranças, as memorias. E delas vem o rosto limpo, os sorrisos e a força... que me dás sem saberes, que recebo sem perceber. Tudo para continuar aqui para ti. Sempre.
Para o J que me ensinou o que é o amor
Vou imaginar-me contigo. Como tu fosses meu e eu fosse tua. Como à uns belos anos atrás. E que agora estás a umas horas de distancia, a uns muitos quilómetros, longe de mim. Vou imaginar que vais com um objectivo, como tantos homens em guerra vão. Que voltas... sempre tarde, umas quantas folhas e de vários meses rasgados do calendário da minha cozinha, mas voltas. Vou imaginar-me, mais uma vez, no aeroporto, sempre 2/3 horas antes do teu avião aterrar. Para ter a certeza que estou ali de felicidade no rosto, mar nos olhos, braços ao ar para te receber da melhor maneira. Porque vou esperar por ti, sempre.
Voltaste a largar-me as mãos. Voltei a ter que te deixar ir. Voltamos a dizer adeus um ao outro. Desta vez sem prazos, sem datas marcadas e sem encontros combinados. Acabaste de partir para outro céu. Voaste nas asas com mais liberdade deste mundo. E diz-me, a quantas horas estás longe do meu? A quantos quilómetros estás do meu caminho? A que distancia estás de mim?
Voltei no tempo passado. Voltei à 3 anos atrás. Voltei a sentir-me feliz, completa, de alma cheia, sorriso constante e de gargalhada contagiante. Voltei a usar as minhas nervosas mãos para te sentir, voltei a usar o seco dos meus lábios para beijar os teus, voltei a ter-te nos meus pequenos braços, voltei a sentir o teu maravilhoso cheiro. Voltei a ter-te. Mas por tão pouco tempo, soube-me a tão pouco. Mas vivi tudo o que foi meu em tempos, mas ainda melhor. Serás a felicidade que mais ninguém me dará...
Tive a minha vez. A mesma situação. Que não desejava ao inimigo mais próximo. Porque não há ser que queira o que lhe completa à distancia ou desaparecido. Até as almas aparecem depois...
Eram 2 horas de distancia do meu céu para o teu ou do teu para o meu. Mas não me impediu ou não te impediu de manter o contacto desesperado. Ainda te lembras do nosso jogo? Dos polegares? Da lua cheia?
Porque voltou a fazer sentido...
Obrigada. Por teres perdoado, por teres voltado. Por nunca teres ido. Por teres prometido no primeiro dia amar e teres sido fiel à tua promessa até ao ultimo dia. Por teres continuado assumir o teu papel mesmo sem saberes, sem imaginares, sem sonhares, sem acreditares. Obrigada. Por me quereres, por continuares a querer, não como no primeiro dia, mas mais que o ultimo dia. Porque nunca te esqueci.
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